O Brasil registrou cerca de 2 milhões de pessoas que realizam trabalho principal ou secundário por meio de aplicativos de serviços em 2025, segundo dados do IBGE divulgados em setembro de 2026. Desse total, 1,8 milhão usa as plataformas como atividade principal, um aumento de 36,8% em relação a 2022. Esses profissionais apresentam jornada média de 44,7 horas semanais e apenas 34% contribuem para o INSS, contra 63% dos ocupados no setor privado não plataformizados. Este artigo detalha os números por tipo de atividade, diferenças de renda e cobertura previdenciária.

Distribuição por tipo de atividade

Segundo o IBGE, 53,9% dos plataformizados atuam no transporte particular de passageiros, totalizando 1,1 milhão de pessoas. Os aplicativos de entrega respondem por 29,9% (585 mil), os serviços gerais por 16% (313 mil) e o táxi por 11,8% (232 mil). Uma mesma pessoa pode acumular mais de uma atividade.

Crescimento do trabalho principal via apps

Em 2025, 1,8 milhão de pessoas usavam aplicativos como trabalho principal, alta de 486 mil em três anos. Esse contingente representava 1,9% da população ocupada de 14 anos ou mais no Brasil.

Jornada e cobertura previdenciária

A jornada semanal média dos trabalhadores de apps como atividade principal foi de 44,7 horas, 5,4 horas acima da média do setor privado. Apenas 34% contribuíam para o INSS, percentual inferior aos 63% registrados fora das plataformas. Entre motociclistas de apps, a cobertura era de 19,4%.

Renda por hora e mensal

A renda média por hora dos plataformizados foi de R$ 16,20 em 2025, 12% abaixo da média dos não plataformizados. O rendimento mensal médio ficou em R$ 3.147, praticamente estável em relação ao ano anterior.

Motivações e perfil demográfico

Flexibilidade foi o principal motivo citado (26,8%), seguida pela falta de outro emprego (24,6%). Homens representam 84,4% do grupo e a faixa etária de 25 a 39 anos concentra 47% dos casos.

Frequently asked questions

Quantos trabalhadores usam apps como atividade principal?

Em 2025, 1,8 milhão de pessoas utilizavam aplicativos de serviços como trabalho principal, segundo o IBGE.

Qual a jornada média dos trabalhadores de apps?

A jornada semanal média foi de 44,7 horas, superior à média de 39,3 horas do setor privado não plataformizado.

Quantos contribuem para o INSS?

Apenas 34% dos plataformizados como trabalho principal contribuíam para o INSS em 2025.

Qual a renda média por hora?

A renda média por hora foi de R$ 16,20, valor 12% inferior ao registrado fora das plataformas.

Por que a renda mensal ficou estagnada?

O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes apontou o aumento da oferta de trabalho nas plataformas como possível explicação.

Key takeaways

  • 2 milhões de pessoas trabalhavam via apps em 2025, sendo 1,8 milhão como atividade principal.
  • Jornada média de 44,7 horas semanais, 5,4 horas acima da média do setor privado.
  • Apenas 34% contribuíam para o INSS, contra 63% dos não plataformizados.
  • Renda por hora de R$ 16,20, 12% inferior à média do setor privado.
  • Homens representavam 84,4% dos trabalhadores de apps como atividade principal.