Prisão em Flagrante na Capital Paulista
Na última sexta-feira (7), um médico de 44 anos foi detido em São Paulo sob suspeita de estupro de vulnerável. A vítima, uma médica de 30 anos, trabalhava no mesmo local que o acusado. O incidente teria ocorrido no apartamento da vítima, situado no bairro do Cambuci, na região central da cidade.
Relato da Vítima e o Cenário do Crime
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima e o médico haviam combinado um almoço para celebrar a publicação de artigos de autoria dela. Durante o encontro, a pedido da médica, o homem teria providenciado LSD, substância que ambos consumiram juntamente com bebidas alcoólicas. A vítima relatou às autoridades que não possui memórias claras do que aconteceu após o almoço, apenas “flashes” do colega tentando manter relações sexuais em seu apartamento. Por volta das 21h, a médica recuperou parcialmente a consciência e enviou mensagens pedindo ajuda à sua mãe e a uma colega de trabalho. Ela também afirmou ter percebido que estava sem seus acessórios e com roupas diferentes das que usava no almoço. Ao chegar ao local, a Polícia Militar encontrou a vítima parcialmente despida, em um estado de “abalo emocional visível” e com “sinais de alteração psíquica ou de consciência”, conforme registrado pela polícia. O investigado estava dentro da residência, sem camisa. A vítima foi encaminhada ao Hospital da Mulher para atendimento médico e perícia, onde também relatou dores na região íntima. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Depoimento do Médico e a Investigação
Em seu depoimento à polícia, o médico confirmou ter fornecido a substância ilícita a pedido da colega. Ele declarou que ambos ingeriram LSD e álcool após o almoço. O suspeito alegou que, após o consumo da droga, a colega teria passado mal em seu apartamento, caído no banheiro e sido levada por ele para o quarto. Ele afirmou também ter experimentado alterações de percepção e memória, não se recordando de ter praticado qualquer ato sexual, trocado beijos ou utilizado violência física contra a vítima. A polícia ressaltou que a admissão do médico sobre a aquisição da droga e sua permanência a sós com a colega após o consumo foram fatores cruciais para a fundamentação da prisão em flagrante. A autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, alegando risco à ordem pública e à instrução criminal. A decisão final sobre a prisão preventiva está pendente de deliberação judicial.