Os Correios apresentaram na noite de sexta-feira pedido de dissídio coletivo ao TST para declarar a greve abusiva e determinar o retorno ao trabalho. A Findect orienta os funcionários a manter e ampliar a paralisação a partir de segunda-feira, com foco na defesa do plano de saúde.

Empresa busca solução judicial para paralisação

Os Correios entraram com ação no Tribunal Superior do Trabalho na noite de sexta-feira (11) para tentar encerrar a greve iniciada na quinta-feira (10). A estatal pede que o tribunal declare a paralisação abusiva e determine a retomada imediata dos serviços.

Findect mantém orientação de continuidade

A Findect orienta os trabalhadores a permanecerem parados e ampliar a mobilização a partir de segunda-feira (14). A paralisação conta com adesão em bases de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras.

Principais pontos de divergência nas negociações

O principal motivo de discordância é o plano de saúde para funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa nas assembleias do acordo coletivo, aprovadas em 35 reuniões. A Findect afirma que a luta busca garantir direitos e acesso a um plano de saúde digno.

Medidas adotadas pela empresa

Os Correios informam que reforçaram a operação com remanejamento de equipes, mobilização de funcionários administrativos para atividades operacionais, reforço da frota e realização de mutirões. As agências permanecem abertas, segundo a estatal.

Contexto financeiro e próximas etapas

A paralisação ocorre durante crise financeira da empresa, que registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e pediu garantia do Tesouro para novo empréstimo de R$ 7 bilhões. Como não houve acordo na mediação do TST, o tribunal agora analisará a legalidade da greve e as reivindicações da categoria.

FAQ: Greve dos Correios

Por que os trabalhadores rejeitaram a proposta?

O principal ponto de divergência é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Findect considera que a proposta não atende às necessidades da categoria.

Quais bases participam da paralisação?

A mobilização envolve bases em São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras, segundo a Findect.

O que os Correios pedem ao TST?

A empresa solicita que o tribunal declare a greve abusiva e determine a continuidade dos serviços em caráter de urgência.

A empresa adotou medidas para reduzir impactos?

Sim. Os Correios informam remanejamento de equipes, mobilização de pessoal administrativo, reforço da frota e mutirões, mantendo as agências abertas.

Qual o prejuízo recente dos Correios?

A estatal registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e busca empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.