Ratko Mladic, ex-general sérvio condenado por genocídio, morreu em Haia aos 84 anos. Seu funeral em Belgrado, nesta segunda-feira (7), contou com homenagens de apoiadores e gerou condenação da União Europeia.

Detalhes da cerimônia

Centenas de pessoas compareceram à igreja ortodoxa de São Lucas, em Belgrado, para prestar homenagens ao caixão de Ratko Mladic. Veteranos de guerra e civis beijaram o caixão coberto por bandeiras sérvias, enquanto policiais isolavam as ruas próximas. O corpo permaneceu exposto por cinco horas antes de ser transferido para um cemitério.

Reação da União Europeia

Um porta-voz da UE declarou que a glorificação de criminosos de guerra condenados por genocídio contraria os valores fundamentais do bloco. A comissária Marta Kos cancelou visita oficial à Sérvia prevista para 9 de setembro, citando incompatibilidade com princípios europeus.

Contexto da condenação

Mladic foi capturado em 2011 após 16 anos foragido e condenado em 2017 pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo o massacre de Srebrenica em 1995, no qual cerca de 8.000 homens e meninos muçulmanos foram executados. Cerca de 100 mil pessoas morreram nas guerras dos Bálcãs.

Próximos passos

Não há novas cerimônias oficiais previstas. A Sérvia mantém status de candidato à adesão à UE.