Condenação por Homicídio e Ocultação
Na última terça-feira, 4 de agosto, o Tribunal do Júri do Riacho Fundo proferiu a condenação de Gerson de Sousa Basílio e Augusto César Nunes Romano pelo assassinato de Sidnei Martins de Oliveira. As sentenças impostas foram de 34 anos e 3 meses para Gerson, e 26 anos e 3 meses para Augusto, ambas em regime inicial fechado. A dupla não terá o direito de recorrer da decisão em liberdade.
Detalhes dos Crimes Imputados
Além do homicídio, que foi triplamente qualificado, os réus foram considerados culpados por destruição e ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado. O júri aceitou as qualificadoras apresentadas pela Promotoria de Justiça, que incluíam motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O Desdobramento dos Fatos
O crime ocorreu em 4 de abril de 2025, em um apartamento localizado no Riacho Fundo II. De acordo com a denúncia, os três homens estavam consumindo bebidas alcoólicas juntos quando uma discussão teve início. Augusto teria imobilizado a vítima com golpes de artes marciais, enquanto Gerson a atacava com uma tesoura. Sidnei Martins de Oliveira não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.
Após o assassinato, Augusto e Gerson teriam desmembrado o corpo da vítima, acondicionado os restos mortais em duas caixas e subtraído o cartão bancário de Sidnei. Em seguida, Augusto realizou a limpeza do apartamento para adulterar a cena do crime e descartou as caixas em contêineres de lixo na região.
Repercussão e Atuação da Justiça
O promotor de justiça César Nardelli, que participou do julgamento, enfatizou que a condenação representa uma resposta firme da justiça diante de um crime que impactou a comunidade do Riacho Fundo. Ele também elogiou o trabalho da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pela eficiência na produção de provas técnicas e na rápida elucidação do caso, que foi resolvido em menos de 12 horas.