A Necessidade Crítica de Ação Contra a Inflação

Beth Hammack, presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, afirmou em um evento na Câmara do Comércio de Dayton Area que é “crítico” agir prontamente para que a inflação retorne ao objetivo de 2%. Ela observou que, no momento, não há uma tensão significativa no duplo mandato do banco central americano, visto que o mercado de trabalho se mantém “razoavelmente estável”, com a taxa de desemprego próxima ao nível considerado de pleno emprego.

Persistência Inflacionária e Desafios Atuais

Hammack ressaltou que a inflação tem permanecido acima da meta do Fed por mais de cinco anos. Embora tenha havido uma melhora pós-pandemia, com os preços recuando de mais de 7% para menos de 3%, choques recentes fizeram com que a inflação ultrapassasse novamente os 3%. Essa situação, segundo ela, reforça a necessidade de intervenção para evitar que o processo de desinflação se prolongue, gerando custos adicionais para famílias e empresas.

A inflação continua acima do objetivo do Fed há mais de cinco anos. Após a melhora registrada no período pós-pandemia, quando o avanço dos preços recuou de mais de 7% para abaixo de 3%, ela disse que choques recentes fizeram a inflação voltar a superar 3%, o que reforça a necessidade de ação para evitar que o processo de desinflação se prolongue e imponha mais custos a famílias e empresas.

A dirigente avaliou que a política monetária atual não parece ser particularmente restritiva. Ela mencionou que empresas continuam demonstrando interesse em captar recursos e contrair empréstimos para investimentos, parcialmente impulsionadas pela construção de infraestrutura ligada à inteligência artificial. Essa tendência, em sua análise, pode gerar pressões adicionais sobre os preços e exigir maior contenção para prevenir um superaquecimento da economia.

Incertezas e Estabilidade Financeira

Hammack também apontou para incertezas diversas, incluindo tarifas, choques energéticos e problemas nas cadeias de suprimentos, com destaque para a situação no Estreito de Ormuz. Ao abordar a estabilidade financeira, ela identificou três áreas de preocupação:

  • O crescimento do crédito privado, ou seja, empréstimos concedidos por fundos fora do sistema bancário tradicional, devido à menor transparência.
  • Vulnerabilidades no mercado de Treasuries, em face de uma trajetória fiscal que ela considera “insustentável” e do uso de alavancagem.
  • O volume de capital direcionado à inteligência artificial, que poderia remeter a ciclos anteriores de euforia caso a rentabilidade esperada não se concretize.