Dinamarca, Grécia, Áustria, Alemanha e Países Baixos querem acordo com país fora da UE para abrigar centro de retorno de migrantes rejeitados. O objetivo é que a estrutura entre em operação em janeiro de 2027.
Cinco países da União Europeia buscam um acordo com um Estado não membro para hospedar um centro de retorno de migrantes cujos pedidos de asilo foram negados. A iniciativa foi anunciada nesta sexta-feira (4) pelo ministro dinamarquês de Migrações, Morten Bodskov.
O centro deve começar a funcionar em 1º de janeiro de 2027. Bodskov afirmou que a expectativa é concluir um entendimento comum com um parceiro fora da UE por volta do Ano-Novo. Os países envolvidos são Dinamarca, Grécia, Áustria, Alemanha e Países Baixos, que apoiaram a proposta em reunião realizada em Copenhague.
O ministro grego de Migração e Asilo, Thanos Plevris, confirmou o prazo de 2027 para que o centro esteja operacional. A Dinamarca havia indicado anteriormente que enviaria solicitantes rejeitados no final de 2027, mas ajustou a data para o início do ano.
Bodskov declarou que a Dinamarca não aceita que estrangeiros em situação irregular sejam recompensados pelas dificuldades de deportação. Em junho, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rigorosas que ampliam poderes de detenção e permitem a criação desses centros.
A proposta de transferir migrantes para países terceiros enfrenta críticas de organizações de direitos humanos. O Reino Unido abandonou um plano similar com Ruanda, enquanto a Itália enfrenta desafios legais com instalações na Albânia. Ainda não foi revelado qual país está em negociação, embora Uganda e Ruanda sejam citados como possibilidades.