Brasil se Destaca no Cenário Global de Viagens de Negócios

O Brasil entrou para o grupo dos dez maiores mercados de viagens corporativas do mundo, conforme revelado durante a GBTA Convention 2026, principal evento global do setor. O país registrou um volume estimado de US$ 35,8 bilhões em gastos com viagens de negócios, posicionando-se em 10º lugar no ranking global de Business Travel Spending.

Além de sua entrada no top 10, o Brasil se destaca por apresentar a maior expectativa de crescimento para 2026 entre os dez maiores mercados globais. Esta projeção supera economias desenvolvidas como Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, sinalizando um dinamismo notável no setor de viagens corporativas brasileiro.

Retomada Global Impulsiona o Setor

Este cenário de crescimento acompanha a recuperação global das viagens de negócios. A Global Business Travel Association (GBTA) prevê que o setor movimente aproximadamente US$ 1,7 trilhão neste ano. Essa recuperação é atribuída a fatores como a retomada da atividade econômica mundial, a diminuição das tensões comerciais e a melhoria das condições cambiais em diversos mercados.

Uma pesquisa da GBTA, realizada em maio, indicou que 74% das empresas mantiveram ou expandiram seus programas de viagens corporativas, com um destaque significativo para a recuperação das viagens internacionais.

Gestão de Viagens como Estratégia Competitiva

Humberto Cançado, sócio e diretor da Voetur Viagens, observa que a gestão de viagens corporativas evoluiu de uma função meramente operacional para uma área estratégica dentro das empresas. Ele ressalta que o aumento das viagens exige maior controle de custos, conformidade com políticas internas e o uso de tecnologia para otimizar processos.

"O aumento das viagens exige mais controle de custos, cumprimento das políticas corporativas e uso de tecnologia para tornar todo o processo mais eficiente. Hoje, a gestão de viagens faz parte da estratégia de competitividade das organizações", afirma Cançado.

O executivo também aponta que investimentos em inteligência artificial, data centers, infraestrutura digital e energia estão criando novos polos econômicos, especialmente na América do Norte, o que intensifica a movimentação de executivos, fornecedores e profissionais especializados globalmente.