O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, acusou nesta terça-feira (1º) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de editar um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master. Zema, que já havia protocolado um pedido de impeachment contra Moraes, afirmou que o ministro agiu de forma irregular e pediu sua prisão, alegando enriquecimento ilícito.

Acusações de Zema contra Moraes

Em publicação no X (antigo Twitter), Romeu Zema afirmou que o ministro Alexandre de Moraes teria editado a versão final de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Zema, a edição teria ocorrido às 23h04 no mesmo sistema utilizado por Moraes para despachar processos no STF.

"Esse projetinho de ditador nunca me enganou", escreveu Zema, reforçando sua desconfiança em relação ao ministro. O candidato também mencionou que Moraes teria solicitado proteção para Vorcaro junto ao procurador-geral da República (PGR) e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Pedido de impeachment e prisão

Zema lembrou que, em março deste ano, enquanto ainda era governador de Minas Gerais, protocolou um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. No entanto, o candidato foi além e afirmou que o impeachment seria "pouco" para o ministro. "Ele merece é cadeia. Chega de intocável enriquecendo às custas do povo. Prisão pra ele e que devolva todo o dinheiro", declarou.

[TO VERIFY: Detalhes sobre a investigação da Polícia Federal mencionada por Zema, incluindo confirmação oficial das acusações e possíveis desdobramentos jurídicos.]

Contexto da polêmica

A denúncia foi inicialmente divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que revelou que Moraes teria sido responsável pela edição da última versão do contrato entre o escritório de sua esposa e o Banco Master. O caso ganhou repercussão imediata, especialmente por envolver um ministro do STF em uma possível situação de conflito de interesses.

Até o momento, não houve resposta oficial do ministro Alexandre de Moraes ou do STF sobre as acusações feitas por Zema. O caso segue em análise, e as investigações da Polícia Federal podem trazer mais esclarecimentos nos próximos dias.