Governador de São Paulo se Posiciona Sobre Temas Polêmicos

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez declarações nesta terça-feira (4) sobre temas de relevância política, incluindo seu passado apoio a Donald Trump, a confiança no sistema eleitoral brasileiro e as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.

Reavaliação do Gesto de Apoio a Trump

Freitas afirmou que, se fosse hoje, não utilizaria novamente o boné de apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exibia o lema "Make America Great Again". Em janeiro de 2025, o governador havia gravado um vídeo com o acessório, celebrando a posse de Trump. Esse gesto ganhou nova conotação política quando os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, ligando a medida ao tratamento dado a Jair Bolsonaro (PL) e a decisões do Judiciário brasileiro. Em julho deste ano, uma nova tarifa de 25% foi implementada. Tarcísio explicou que o uso do boné estava restrito ao contexto da posse e não seria repetido atualmente.

Influência de Eduardo Bolsonaro e Tarifas Americanas

Questionado sobre a possível influência de Eduardo Bolsonaro (PL) nas tarifas americanas, Tarcísio minimizou seu papel. O filho do ex-presidente, que residiu nos EUA a partir de 2025, havia declarado à Folha de S.Paulo que buscava pressionar o ministro Alexandre de Moraes e não se arrependia da pressão por retaliações ao Brasil, classificando como "desrespeito" a tentativa de Tarcísio de negociar com a Embaixada dos EUA. O governador, no entanto, defendeu que Eduardo não teria o poder de determinar decisões do governo americano, atribuindo as medidas a interesses comerciais e à necessidade de negociação diplomática. Ele mencionou que sua gestão auxiliou setores afetados pelas tarifas, liberando créditos de ICMS e atuando em uma "paradiplomacia" que resultou na inclusão de produtos como aviação, papel, café solúvel e suco de laranja em listas de exceções.

Confiança nas Urnas Eletrônicas

Em relação ao sistema eleitoral, Tarcísio reiterou sua confiança nas urnas eletrônicas, distanciando-se dos ataques feitos por alguns bolsonaristas. "Eu confio nas urnas. Se não confiasse, não era candidato. E tem muita evidência para acreditar que a coisa funciona", declarou, enfatizando a necessidade de focar em projetos para o país.

Aliança Política e Caso "Dark Horse"

Três dias após ser oficializado candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas comentou a aliança nacional do Republicanos. Ele defendeu internamente o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência, mas o partido optou pela neutralidade após a maioria dos diretórios estaduais se posicionar nesse sentido. O governador reconheceu que a decisão pode reduzir o tempo de propaganda de Flávio, mas minimizou o impacto. Sobre o caso "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro, Tarcísio afirmou ter cobrado explicações públicas de Flávio Bolsonaro, considerando o assunto esclarecido e negando qualquer relação com o governo paulista ou sua campanha.

Greve na CPTM e Concessões Ferroviárias

No mesmo dia em que uma greve afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, Tarcísio de Freitas defendeu o modelo de concessões ferroviárias. A paralisação, que causou superlotação e atrasos, foi motivada por protestos contra as concessões e falhas em linhas já privatizadas. O governador classificou a greve como "instrumentalização política" e reafirmou que ela não alteraria o plano de concessões, prometendo investimentos em infraestrutura para as linhas concedidas.