A Polícia Federal suspeita que ao menos R$ 750 mil de origem pública tenham sido desviados para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os indícios foram apresentados ao ministro do STF Flávio Dino e fundamentam a operação deflagrada em 10 de setembro de 2026 contra o deputado federal Mario Frias e outros alvos. A investigação aponta contratos do Instituto Conhecer Brasil com a Prefeitura de São Paulo e emendas parlamentares como principais fontes de recursos movimentados.
Contexto da operação da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou operação em 10 de setembro de 2026 para apurar supostos desvios de recursos públicos destinados à produção do filme Dark Horse. Os elementos foram encaminhados ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O foco recai sobre repasses realizados por meio de emendas parlamentares e contratos públicos.
Principais valores identificados nas investigações
De acordo com a Polícia Federal, o Instituto Conhecer Brasil movimentou R$ 83 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024. Parte desses valores foi repassada a empresas ligadas à produtora Go Up Entertainment. A NTT Brasil transferiu R$ 750 mil à Go Up no mesmo período em que recebeu recursos do instituto.
Movimentação financeira da produtora
A Go Up Entertainment registrou movimentação de R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025, período coincidente com as filmagens. Além dos R$ 750 mil da NTT Brasil, o deputado Mario Frias realizou repasses de R$ 645,4 mil à produtora.
Relação com emendas e contratos públicos
O Instituto Conhecer Brasil, pertencente a Karina Gama, firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo e recebeu R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias. A Polícia Federal observa que os pagamentos à produtora ocorreram após a liberação desses recursos, embora ainda não tenha comprovado o vínculo direto entre as verbas.
Posição de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro afirmou inicialmente que os recursos do filme seriam exclusivamente privados. Ele admitiu ter solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar o projeto. O pedido está sob análise em inquérito separado no STF.
Frequently asked questions
Qual o valor suspeito de desvio para o filme Dark Horse?
A Polícia Federal aponta pelo menos R$ 750 mil repassados pela NTT Brasil à Go Up Entertainment, valor próximo aos recursos recebidos pelo Instituto Conhecer Brasil via emendas.
Quem é a dona da produtora do filme?
Karina Ferreira da Gama é proprietária da Go Up Entertainment e do Instituto Conhecer Brasil, principal entidade investigada na captação de recursos públicos.
A operação atinge quais políticos?
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) é um dos alvos principais. O senador Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito paralelo.
Quando ocorreram as filmagens?
As filmagens do filme Dark Horse decorreram entre outubro e dezembro de 2025, período que coincide com as movimentações financeiras analisadas.
Qual o status atual das investigações?
A Polícia Federal considera relevantes os indícios temporais, mas informa que ainda não comprovou a origem direta dos recursos públicos até a produtora.
Key takeaways
- PF investiga repasses de R$ 750 mil da NTT Brasil à Go Up Entertainment.
- Instituto Conhecer Brasil movimentou R$ 83 milhões em um ano.
- Go Up Entertainment recebeu R$ 645,4 mil de Mario Frias.
- Filme Dark Horse teve filmagens entre outubro e dezembro de 2025.
- Indícios foram apresentados ao ministro Flávio Dino do STF.