Disputa Acirrada pelas Vagas do Senado em São Paulo

Uma pesquisa conduzida pelo instituto Ideia em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgada nesta segunda-feira (10), revela um cenário competitivo para as duas cadeiras do Senado Federal que representarão São Paulo nas eleições de 2026. Os dados coletados apontam que Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) estão à frente nas intenções de voto.

Intenções de Voto e Cenário Atual

De acordo com o estudo, Simone Tebet alcança 26,8% das intenções de voto, considerando os dois votos permitidos aos eleitores. Marina Silva aparece logo em seguida, com 23,3%. Outros candidatos que se destacam são Guilherme Derrite (PP), com 19,4%, André do Prado (PL), com 19%, e Ricardo Salles (Novo), que registra 16,4%.

Os demais concorrentes apresentaram percentuais mais baixos: Soninha Francine (Cidadania) com 2,9%, Geraldo Rufino (Podemos) com 2,7%, Dra. Eliana Ferreira (PSTU) com 1,7%, Weller Gonçalves (PSTU) com 1,3%, Maíra de Souza (UP) com 1,1%, Márcio Alves (UP) com 0,8%, e Petter Maahs (PCB) com 0,7%. A parcela de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não votariam em nenhum candidato somou 10,2%, enquanto 42,2% não souberam responder. É importante notar que a soma dos percentuais ultrapassa 100% devido à possibilidade de cada eleitor votar em dois candidatos.

Influência dos Apoios Políticos

A pesquisa também investigou o peso do endosso de figuras políticas influentes na decisão de voto dos eleitores paulistas. O apoio do governador Tarcísio de Freitas, por exemplo, aumentaria as chances de um candidato receber votos para 62,9% dos entrevistados. Para 26,2%, esse apoio diminuiria as chances, e 5,3% afirmaram que não haveria alteração. Cerca de 5,5% não souberam opinar.

Em relação ao presidente Lula, seu apoio eleva as chances de um candidato para 36,2% dos eleitores, enquanto 35,4% indicaram que reduziria. Para 13,7%, o apoio de Lula não influenciaria, e 14,7% não souberam responder.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro, se apoiasse um candidato, aumentaria as chances de voto para 49,5% dos eleitores. Em contrapartida, 31,7% afirmaram que isso diminuiria a probabilidade de votar no candidato apoiado. Outros 8,6% disseram que não haveria impacto, e 10,3% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 1.800 eleitores no estado de São Paulo entre os dias 5 e 8 de agosto de 2026. A margem de erro estimada é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-08036/2026 e SP-04956/2026.