Zélia Amador de Deus faleceu na terça-feira (8), aos 74 anos. Professora emérita da Universidade Federal do Pará, ela foi uma das principais vozes da luta antirracista na região amazônica e fundadora do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará.

Trajetória acadêmica e institucional

Zélia Amador de Deus nasceu em território quilombola no Marajó, Pará. Atuou por mais de cinco décadas na UFPA como professora, pesquisadora e vice-reitora entre 1993 e 1997. Participou da criação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos na universidade.

Atuação na luta antirracista

Ela foi uma das fundadoras do Cedenpa e integrou o Conselho de Participação Social da Presidência da República. Também representou o Brasil na Conferência Mundial contra o Racismo em Durban, em 2001. [TO VERIFY: data exata de participação em conselhos federais]

Contribuições culturais

Zélia ajudou a criar a Companhia de Teatro Cena Aberta e participou do Auto do Círio. Poucos dias antes de sua morte, plantou um baobá no campus da UFPA, símbolo de ancestralidade.

Manifestações de pesar

A Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério da Igualdade Racial expressaram solidariedade à família e aos militantes. [TO VERIFY: nomes completos de autoridades que assinaram notas oficiais]