O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), admitiu nesta segunda-feira (31) que o candidato enfrenta uma redução de apoio no Sudeste em comparação com as eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a Presidência. Marinho também destacou uma diminuição da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste, principal reduto do petista.
Declaração durante evento do BTG Pactual
Durante o evento "Macro Day", promovido pelo BTG Pactual, Rogério Marinho abordou o cenário eleitoral atual e fez um balanço comparativo com as eleições presidenciais de 2022. Segundo o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, a região Sudeste, tradicionalmente um reduto importante para o PL, apresenta um desempenho inferior ao registrado na última disputa eleitoral.
"No caso do Sudeste, estamos numa situação um pouco pior do que em 2022", afirmou Marinho, sem detalhar números específicos. A declaração foi feita em tom de alerta, sinalizando uma preocupação com a capacidade de mobilização do eleitorado na região, que concentra estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, responsáveis por um grande volume de votos.
Melhora relativa no Nordeste
Em contraste com o cenário no Sudeste, Marinho destacou uma evolução no Nordeste, região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) costuma obter ampla vantagem. Segundo o senador, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro na região está menor em comparação com 2022, embora o petista ainda mantenha a liderança.
"Proporcionalmente, Lula está se saindo pior em relação a 2022. Claro que ele vence no Nordeste, mas com uma diferença menor. Vai ser bem menor", afirmou. A fala sugere uma estratégia de campanha focada em reduzir a desvantagem em áreas historicamente dominadas pelo PT, enquanto busca minimizar perdas em regiões onde o PL tinha melhor desempenho.
Contexto das eleições 2026
As eleições presidenciais de 2026 no Brasil ocorrem em um cenário marcado pela polarização entre o PL e o PT, com Flávio Bolsonaro buscando consolidar o legado de seu pai, Jair Bolsonaro, que governou o país entre 2019 e 2022. A disputa ocorre em meio a um ambiente político ainda dividido, com debates acalorados sobre economia, segurança pública e pautas sociais.
A redução do apoio no Sudeste, se confirmada, pode representar um desafio adicional para a campanha do PL, que precisará reforçar sua estratégia de comunicação e mobilização para recuperar terreno na região. Enquanto isso, a melhora no Nordeste, ainda que relativa, indica uma possível mudança no equilíbrio de forças entre os principais candidatos.
Próximos passos da campanha
A campanha de Flávio Bolsonaro deve intensificar suas ações nos próximos meses, com foco em reforçar a presença do candidato em estados-chave do Sudeste. A expectativa é que novas pesquisas de intenção de voto sejam divulgadas em breve, oferecendo um panorama mais claro sobre o cenário eleitoral. Até lá, as declarações de Marinho servem como um indicativo das preocupações internas do PL e das estratégias adotadas para enfrentar a disputa.