Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, criticou Flávio Bolsonaro (PL) por sua posição contrária à reforma tributária e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado, por seu silêncio sobre o tema nesta quarta-feira. As declarações foram feitas durante uma entrevista à Rádio Melhor FM, em Ourinhos (SP), onde Haddad também abordou a desindustrialização paulista.
Detalhes sobre as críticas e a desindustrialização
O candidato Fernando Haddad expressou sua indignação com a postura de Flávio Bolsonaro em relação à reforma tributária e a ausência de posicionamento do governador Tarcísio de Freitas. Ele argumentou que, caso a reforma seja suspensa, São Paulo poderá continuar perdendo empregos para outros estados por mais uma ou duas décadas.
Haddad também vinculou o Partido dos Trabalhadores (PT) à condição de vítima no processo de desindustrialização que afetou São Paulo. Segundo ele, a guerra fiscal entre os estados, que incentiva a redução de encargos para atrair investimentos, resultou na transferência de empregos paulistas para outras regiões do país, diminuindo o dinamismo econômico do estado. O candidato enfatizou que essa situação não era culpa do PT, mas que o partido sofreu as consequências do declínio industrial paulista.
"Eu fico indignado do Flávio Bolsonaro estar contra a reforma tributária e o governador de São Paulo não falar nada a respeito", afirmou Fernando Haddad.
O papel da reforma tributária e a reindustrialização
Para Haddad, a reforma tributária é crucial para eliminar a guerra fiscal, impedindo que os estados compitam pela redução da carga tributária. Ele defende que a competição deveria se concentrar na qualidade da mão de obra, na infraestrutura e no suporte oferecido pelo poder público. A reforma, em sua visão, acabaria com a disputa entre estados para transferir empregos de um lugar para outro.
Adicionalmente, o candidato defendeu a reindustrialização de São Paulo, propondo a incorporação de tecnologias avançadas como a Indústria 4.0 e a inteligência artificial. Haddad acredita que o estado tem potencial para integrar os setores industrial, de serviços e agrícola, impulsionando um novo ciclo de desenvolvimento econômico.
Próximos passos na corrida eleitoral
As declarações de Haddad ocorrem em um momento chave da campanha para o governo de São Paulo, onde a reforma tributária e o futuro econômico do estado são temas centrais. A discussão sobre a competitividade industrial e a geração de empregos deve continuar pautando o debate entre os candidatos nas próximas semanas.