A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou na noite de sexta-feira que relatórios de inteligência da Polícia Federal confirmam questionamentos anteriores sobre irregularidades e devem levar ao arquivamento das investigações contra o filho do presidente Lula.

Posição da defesa

O advogado Guilherme Suguimori divulgou nota afirmando que os documentos divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes reforçam alegações de ilegitimidade e direcionamento político nos inquéritos. Segundo a defesa, as informações indicam ausência de lastro para manter Lulinha como investigado.

Contexto dos relatórios

Os documentos, descritos como apócrifos e sem valor probatório, contêm críticas à própria equipe investigativa por menções ao filho do presidente. A defesa sustenta que essas ressalvas exigem o encerramento do caso.

Origem das investigações

Lulinha tornou-se alvo após a PF identificar contatos com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e pagamentos a uma lobista amiga dele. As menções surgiram em dezembro do ano anterior, mas as providências foram adotadas apenas em julho.

Tensões no STF

O caso gerou atritos entre o gabinete de André Mendonça e a Polícia Federal, incluindo distribuição de inquéritos por sorteio. Dois inquéritos ficaram com Mendonça e um terceiro foi enviado ao ministro Flávio Dino.