Início da Campanha e Novas Diretrizes
A disputa eleitoral de 2026 iniciou oficialmente sua fase de campanha neste domingo (16). A partir desta data, os candidatos estão autorizados a solicitar votos diretamente aos eleitores, organizar eventos públicos e disseminar propaganda tanto nas ruas quanto na internet. O horário eleitoral gratuito em rádio e televisão está programado para começar em 28 de agosto.
Com a abertura da campanha, diversas atividades são permitidas, incluindo comícios, caminhadas, passeatas e carreatas, bem como a distribuição de materiais impressos. O uso de alto-falantes e amplificadores também é permitido, desde que sejam observados os horários e outras restrições estabelecidas pela legislação eleitoral. Os candidatos também podem veicular anúncios em jornais, dentro dos limites legais, e intensificar suas campanhas em plataformas digitais. Uma das principais alterações em relação ao período de pré-campanha é a permissão para o pedido explícito de voto.
Agendas dos Principais Candidatos
Os principais candidatos à Presidência da República escolheram locais com significado pessoal para iniciar suas campanhas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem agenda em São Bernardo do Campo, cidade onde ganhou destaque no movimento sindical. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começa sua campanha no Rio de Janeiro, estado onde atuou como deputado estadual por quatro mandatos e foi eleito senador. Renan Santos (Missão) optou pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), sua alma mater, para o lançamento. Ronaldo Caiado (PSD) inicia em Goiás, estado que governou por dois mandatos, enquanto Romeu Zema (Novo) terá compromisso de campanha em Minas Gerais, onde também exerceu dois mandatos como governador.
Propaganda Online e Restrições
Na internet, os candidatos podem publicar conteúdo eleitoral, pedir votos e realizar transmissões ao vivo. É permitido contratar impulsionamento para aumentar o alcance de materiais que promovam suas candidaturas. Contudo, é proibido pagar para divulgar propaganda negativa contra adversários. A legislação também impede o pagamento ou o oferecimento de vantagens para que empresas ou influenciadores publiquem propaganda político-eleitoral em seus próprios perfis. O uso de inteligência artificial é permitido em certas condições, desde que as regras de transparência estabelecidas pela Justiça Eleitoral sejam seguidas. Existem também restrições específicas para conteúdos sintéticos que reproduzam ou alterem a imagem, voz ou declarações de candidatos e figuras públicas em período próximo à votação.
Duração da Campanha e Prazos Finais
Caminhadas, carreatas, passeatas e a distribuição de materiais poderão ocorrer até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Alto-falantes e amplificadores poderão ser utilizados entre 8h e 22h, também até a véspera da votação. A legislação exige uma distância mínima de 200 metros de locais como hospitais, escolas, igrejas, quartéis, tribunais e sedes dos Poderes. O impulsionamento pago de propaganda na internet será permitido até 1º de outubro.
Em caso de segundo turno para a Presidência da República ou governos estaduais, a campanha será retomada para a nova etapa da disputa, com a votação prevista para 25 de outubro.
Horário Eleitoral Gratuito e Dia da Eleição
O horário eleitoral gratuito terá início em 28 de agosto e será veiculado no rádio e na televisão até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. Durante este período, candidatos, partidos, federações e coligações terão espaço nas emissoras conforme a divisão de tempo prevista nas regras eleitorais.
No dia da eleição, práticas como boca de urna, distribuição de propaganda e a abordagem de eleitores para influenciar o voto são proibidas. Contudo, a manifestação individual e silenciosa de preferência política, como o uso de camisetas, adesivos, broches ou bandeiras, permanece permitida. Irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser reportadas à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, abrangendo situações como propaganda irregular, compra de votos e uso indevido de recursos públicos.